Você é ansioso?

Precisamos falar sobre a ansiedade. Aliás precisamos falar como ela tem se tornado cada vez mais presente no nosso dia a dia, principalmente no ambiente de trabalho.

Todos nós já presenciamos alguma atitude de ansiedade dentro do ambiente corporativo. Se o fato não estiver diretamente relacionado a nós é com um amigo ou conhecido. Independe de ser uma grande cena onde o profissional é exposto ou aqueles mais sutis. Isso acontece a todo momento!

A verdade é que não importa a intensidade, mas ao fato de não nos questionarmos frequentemente: estamos preparados psicologicamente para lidar com pessoas que sofrem de ansiedade, estando elas diagnosticadas como uma patologia ou não?

O número de pessoas vêm crescendo absurdamente. Em junho de 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) constatou que o Brasil tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo: são 18,6 milhões de brasileiros, o que representa 9,3% da população. 

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Algumas delas com acompanhamento outras tentando sobreviver um dia de cada vez. E  nós, meros seres humanos, muitas vezes consciente ou inconscientemente, apenas observamos sem mover um passo para ajudar o próximo.

Infelizmente a nossa cultura, hábitos e, correria do dia a dia (três desculpas que usamos para tudo), não nos deixa ser gentis, educados e amáveis em nossos espaços corporativos.

A nossa vontade de querer ir além, nossa loucura por números e mais números nos fazem esquecer um pouco de quem está diariamente ao nosso lado.
E digo isso, pois sou a primeira a me avaliar e me colocar na berlinda.

Aliás, foi justamente fazendo essa autoavaliação que me interesse mais pelo assunto e dar o ponta pé inicial para acolher com empatia aqueles com quem convivo diariamente.

Tem dias que funciona. Tem dias que não. Até porque nós também passamos por altos e baixos.

No entanto, é fundamental tentar.

Tornar o ambiente de trabalho mais acessível para quem sofre com esse tipo de patologia ajuda mais aquele que se doa, do que aquele que recebe.

Um bom dia, tudo bem (com interesse verdadeiro). Um sorriso, um docinho com um bilhete amigável. O silêncio quando você não está bem. Uma explicação num tom de voz mais tranquilo.

São atitudes certeiras na hora do desespero do outro e, que, automaticamente ajuda a cumprir bem a suas funções e a dele também, por que não?

Você não perde por escolher a empatia. Vai por mim.
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Afinal, até aquele que se julga “normal” já teve o seu episódio de ansiedade, seja com a ânsia de alcançar aquela meta de fim de mês ou atuando em um novo projeto.

Por isso, é importante pensarmos além dos números que lamentavelmente só aumentam. Chegou a hora de andarmos na contramão e colocar, ainda hoje, um gesto de compreensão e acolhimento em prática.

A minha sugestão é: comece pelo bom dia, tudo bem sincero e disposto. E não aquele automático que usamos quase sempre. E não esqueça: quando um fala o outro escuta.

Experimente e depois me conta como foi.

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