Namoro santo, ele existe!

Na semana passada demos o primeiro passo para descobrir a verdadeira essência da castidade. Vimos o que ela significa, como ela pode mudar a nossa visão e como iniciar a busca por essa virtude.

Se você chegou primeiro nesse post, sugiro voltar uma casa, clicar aqui: Solteiros vivem a castidade? E conhecer o “basicão” dessa virtude. Mas depois volta para cá heim!

Conhecer a castidade na vivência de um namoro e/ou noivado é importante esteja você vivendo ou não esse período. Sendo assim, solteiros de plantão continuem por aqui.

Bom, mas vamos ao nosso assunto principal. Quero que você entenda como é viver a castidade no tempo de namoro com base naquilo que eu mesma passei.

Conheci o Diogo na missão Jovens Sarados, nós dois já vivíamos a castidade, eu durante 2 anos e alguma coisa e ele há 5 anos. Nos aproximamos como amigos, encontramos questões em comum dentro e fora da missão e com o passar do tempo percebemos um sentimento diferente um pelo outro.

Mas, diferente do que aconteceria se vivêssemos de acordo com as “normalidades” do mundão, nós procuramos um casal, falamos sobre a nossa intenção e iniciamos o caminho de namoro.

O caminho de namoro não acontece apenas no Jovens Sarados, mas em outros grupos de oração e missões também. Trata-se de uma proposta para que Deus abençoe a nossa escolha e nos mostre algo diferente do que o mundo nos prega.

Esse não é o tempo de ficar, beijar, andar de mãos dadas ou ter conversas íntimas. É tempo de conhecer a essência do outro, saber a sua história, seus sonhos, fortalecer a amizade e, com o passar do tempo, discernir juntos se estão prontos a dar o próximo passo que é o namoro.

Nós vivemos o caminho de namoro durante 2 meses. Colocamos como propósito intimidade com Deus, então frequentávamos a missa diária juntos, vivíamos a vida missionária e aos poucos fomos nos conhecendo.

Quando decidimos que estávamos prontos para dar o próximo passo (juntamente com o casal que nos acompanhava) iniciamos o namoro. E foi lindo! s2

Esperar pelo primeiro beijo, sabendo que ao seu lado tem alguém que te respeita e que não vê apenas o externo é maravilhoso.

Hoje entendo que o caminho de namoro foi fundamental para construirmos a relação que temos. No entanto, sabemos que a fase do namoro não é fácil (principalmente com tantos hormônios e influências externas), mas também não é um bicho de sete cabeças.

Todavia, você precisa ter em mente que namoro é tempo de conhecer o outro. Ainda não é o tempo para carícias, abraços apertados, beijos demorados e, muito menos sexo.

Até porque não é assim que você costuma conhecer pessoas novas né?

Namoro santo é decisão e para nós esse era o foco do relacionamento. Não queríamos nos ferir ou ferir o outro caso o namoro terminasse.

“Uma casa de namorados castos semeia doação e respeito e colherá santidade e maturidade cristã”

Por isso, juntos definimos algumas regras que nos ajudaram muito a afastar os desejos e tentações que são naturais de todo ser humano, até porque, se você não sente atração pela pessoa que está ao seu lado é importante você repensar algumas questões.

P.S. Apenas uma pequena observação, viver a castidade no namoro não significa que você deve ser totalmente afastado de beijos e abraços (se isso acontecer deve ser de comum acordo entre o casal). Essa demonstração de afeto é saudável. Além do que, a atração física é natural, tanto que a falta de atração física entre o casal é tão preocupante quanto a atração incontrolável. Lembremos que a castidade não é uma forma de reprimir algo, mas é autodomínio e entrega do nosso desejo ao Espírito Santo.

Mas vamos aos nossos critérios:

  • Continuamos indo à Missa diária. Primeiro porque a comunhão diária nos fortalece e nos ajuda a viver a castidade em sua plenitude e também era um bom momento para conversarmos com o padre que nos ajudou bastante.
  • Também incluímos jejum, penitência e mortificação para vivermos a nossa decisão conforme a vontade de Deus e exercitar o nosso autocontrole diante dos obstáculos.
  • Evitamos ambientes e ocasiões de pecado. Nada de ficar em casa sozinhos ou de demorar horas para descer do carro. Tanto que o Diogo me deixava em casa e eu me despedia dele do portão. Parece bobeira e até engraçado, mas é muito útil.
  • Atenção com as roupas. Nunca ia me encontrar com o Diogo com roupas curtas, decotadas ou que estimulasse ele visualmente. Todo mundo sabe que os estímulos visuais são uma das principais características para ativar o desejo masculino. Sabendo disso, não queria ser para o Diogo uma ocasião de pecado e muito menos expor algo que ele veria só depois do casamento. Radical eu sei. Mas eu continuo achando essa questão uma das mais importantes no período de namoro e noivado.
  • Nada de conversinha mole e abraços apertados ou beijos “quentes”, afinal, diante disso nosso corpo pode reagir involuntariamente e não vamos ser bobos, sabemos que apagar o fogo quando está queimando não é tão fácil quanto parece. Melhor evitar!
  • Não dar brechas para o “até aqui tudo bem”. Um dos motivos que nos faz cair na castidade é relevar certas coisas achando que somos fortes e conseguimos parar antes de chegar no ponto máximo. Porém, como disse ai para cima, na hora que acontece a nossa decisão fica bem pequena diante de tantos estímulos biológicos e psicológicos. Não teste seus limites!
  • Lembrar sempre da nossa decisão de viver a castidade. Fazer memória da beleza dessa virtude, nos alegrar por cada passo que damos e perseverar juntos torna essa vivência algo bonito e leve.

Assim, vivemos a castidade até o nosso casamento, foram quase 2 anos lutando diariamente para não dar espaço para as influências externas e internas. Uma luta onde alguns dias são difíceis e outros mais fáceis. Mas que vale tanto a pena que eu nem consigo descrever.

Quando vivi na pele a essência da castidade eu percebi como ela é importante independente se o namoro seguirá até o altar ou não. Pensava em como eu teria evitado frustrações, tristezas e feridas se tivesse optado em viver a castidade antes.

Hoje já não me culpo mais, pelo contrário, me alegro e agradeço pela oportunidade de viver a castidade no meu namoro e também no noivado.

Enxergando essa virtude com um olhar de quem experimentou, consigo lembrar bem de uma formação onde falaram que: “A castidade no tempo de namoro é a continência sexual e admite as demonstrações de carinho e respeito que não ofendam o sentido de doação. Se quisermos ter um namoro santo, teremos de ter o seguinte objetivo: levar o outro para Deus. Se ao terminar o namoro, o parceiro for mais santo, atingimos o objetivo”.

Não esqueça de deixar seu comentário, mandar esse post para aquele casal de amigos que estão namorando e voltar porque semana que vem tem mais castidade por aqui!

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