O padrão de beleza não me representa

Durante muitos anos me esforcei para me adequar ao padrão de beleza que era sucesso entre a maioria das pessoas. Magra, mas não muito. Cabelo liso, com cara de saudável. Maquiagem do tipo eu nasci assim e, claro, salto alto. Se não souber andar, dá seu jeito.

Se era realmente assim que eu queria ser , tanto faz. O importante era ser aceita no meio em que eu vivia e pelas pessoas do meu convívio. Antes que pensem, essa não é uma crítica às pessoas que estavam comigo. Esse é um lance meu com meu espelho.

Aliás, o maior problema aqui não é apenas o que você usa exteriormente, mas ao que isso te transforma interiormente. Hoje vejo que aquela não era eu. E com o tempo tenho notado que tem muita gente – assim como eu – deixando de ser ela mesma, abandonando a essência para viver o que todo o resto impõe. E quem disse que deve ser assim?

Não sei se você sofre ou já sofreu com isso. Eu sim! Custei a entender o motivo de nenhum ser humano ser igual ao outro. Até gêmeos idênticos têm suas diferenças, mesmo que essa seja uma pinta no peito do pé. A diferença existe e isso é um fato.

E se ela existe é exatamente para nos mostrar que a beleza está justamente nesse lance de sermos únicos.

Demorei anos para assumir meu cabelo crespo e praticamente indomável, porque na minha escola ele não era tão “a cara do comercial de shampoo” e isso me envergonhava. Depois de dois anos e alguns meses da sofrida transição capilar, consegui deixar ao natural e foi libertador! Claro que tenho a típica característica feminina de brigar com ele alguns dias, mas sem tanta “nóia” como antes.

O mesmo aconteceu com as roupas. Sou apaixonada por saia midi e tênis, acho tão confortável, prático e moderno. Mas sou baixinha e para ajudar tenho canela grossa e quadril largo, tudo que alguém não deve ter para usar esse tipo de roupa, isso segundo alguns padrões da moda, claro.

A sorte é que o tempo passa e amadurecemos, o que não era indicado para o nosso biótipo, não importa tanto assim e eu logo coloquei no guarda-roupa a boa e velha saia midi para combinar com meus tênis por aí. E pasme agora tá muito na moda!

E a vida é assim mesmo. Com mídia, pessoas e todo o resto de olho nos padrões de beleza que já foram e voltaram tantas vezes. Lembra da moda da melissa transparente e calça curta (a famosa pantacourt)?

Cabe somente a nós saber como tudo isso nos influencia e aprender que padrão é viver com responsabilidade. Mais que isso, é amar aquilo que temos e somos, compreender que o equilíbrio é a melhor moda a ser seguida e que alertar aqueles que ainda sofrem com as imposições da sociedade é papel de todos.

Homem ou mulher, tanto faz. Se você se deixou levar por alguma imposição seja da mídia ou das pessoas ao seu redor, está na hora de parar e rever seus conceitos. Não quero que você olhe no espelho e se sinta mal com o que vê.

Ao contrário, sinta-se único, pois quando aceitamos por completo quem somos, entendemos que essa também é uma fonte de felicidade e liberdade intensa.

E aí, gostou desse post? Escreve aqui nos comentários se você também sofreu ou está passando por esse processo de autoaceitação.

2 comentários Adicione o seu

  1. Maristela disse:

    Entendo perfeitamente o que você quis dizer! Quando entrei no Ensino Médio eu fui estudar em uma escola particular e eu não me encaixava nos padrões de beleza daquela escola. Eu gostava daquelas sandálias da feira hippie e, as meninas da escola usavam sandálias de marca! Eu comprava minhas roupas em lojas de departamentos e elas compravam as delas em lojas caríssimas…enfim, elas me isolaram no começo e eu fiquei bem triste… com o passar do tempo eu comecei a me destacar por causa das notas e entao elas se aproximaram de mim (com interesse, é claro) e,, ainda começaram a usar o mesmo tipo de sandálias q eu (rs)! Eu não podia me moldar aos padrões delas, mas eu tinha algo que elas queriam ter, o conhecimento! Então percebi que não precisava mais ficar triste por causa das minhas roupas e sapatos porque o que importava era o que eu tinha por dentro! Com isso comecei a gostar mais de mim!

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    1. Ah que lindo Maristela. E é exatamente isso, precisamos descobrir o que temos de melhor e deixar que isso influencie positivamente as pessoas. E quer algo melhor que conhecimento? Linda sua história! Um beijo!

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