Se toque! Em outubro e nos outros meses também

É bem provável que esse texto não chegue a suas mãos no dia 1º de outubro como eu gostaria. Data que marca o início do Outubro rosa, mas não tem problema, afinal é apenas o começo.

Não quero ser repetitiva, mas sim contar o que aconteceu comigo. Na verdade com a minha mãe. Esse ano completa dois anos da morte da minha mãe, diagnosticada com um câncer de mama de grau altíssimo em 2015.

O fato é que a vida numa mais é a mesma quando você convive com uma vítima do câncer e se esse morre, fica o grau fica um tanto mais intenso. E comigo não foi diferente.

Mas não são lamúrias, tudo que vivi com a minha mãe durante o tratamento foi um grande ensinamento para mim em particular e despertou uma vontade imensa de ascender a luz rosa para todos aqueles que estão próximos.

Nós nunca achamos que isso pode acontecer com a gente ou na nossa família, até que acontece e percebemos que também temos o tão famoso teto de vidro. Por mais que nós (família) não soframos com a doença em si, nós vivenciamos com o paciente oncológico toda a fragilidade psicológica que machuca e deixa cicatrizes para sempre. Mesmo que essa seja a saudade.

O cuidado com a saúde física é algo que aprendemos desde pequenos e muitas vezes não damos tanta importância assim. Ultrapassamos nossos limites de cansaço, alimentação e sedentarismo e esquecemos que em algum momento nosso corpo irá cobrar.

Mas de saúde física minha mãe entendia muito bem e era exemplo para muita gente. Sempre saudável e disposta. No entanto, tem outro ponto que manda e muito: nossa mente.

Até que ponto cuidamos da nossa mente, damos um tempo das preocupações, cobranças, mágoa, rancor e ideias mirabolantes? Quando minha mãe foi diagnosticada ouvimos que como não havia nada genético ou físico que levasse a doença, era provável que seu psicológico tivesse influenciado.

Parece loucura, mas é muito real tanto que algumas pesquisas já apontaram a ligação entre o câncer, a doença e, também, a cura. Por isso, não custa nada lembrar: PREVINA-SE!

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Eu lembro como minha mãe foi guerreira lutando contra o câncer de mama e depois a metástase, mas recordo também do dia que ela compreendeu que poderia vencer a doença com a morte. Sim! Eu acredito que através da morte ela superou todas as dores que aqui ela não conseguiria.

Dói e não é pouco. Dá saudade e tudo aquilo que o ser humano é capaz de sentir. Contudo ao combater nessa grande batalha eu tive a oportunidade de ver a vida com outros olhos e de viver com todo o cuidado e atenção que ela merece.

Imagino que quando algum instituto ou pessoa luta por uma causa, ela deseja que os outros possam abrir os olhos para os obstáculos desnecessários que ela coloca em seu dia a dia. Eu demorei para perceber isso, mas hoje corro atrás do prejuízo e tento ajudar o máximo de pessoas que conseguir.

E repito: mulheres se toquem!

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